REFLEXÕES TEOLÓGICAS

 

O ALTAR E O PALCO

 

“O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará” (Levítico 6.13).

 

O livro do Levítico mostra como deveria ser feita a manutenção do altar. O holocausto (sacrifício) ficaria no altar durante toda a noite sendo consumido pelo fogo.  O sacerdote, pela manhã, tiraria as cinzas e colocaria mais lenha – o fogo no altar não deveria apagar-se jamais. Na liturgia do altar o fogo era um elemento indispensável e altar sem fogo era altar em ruínas. O fogo no altar era sinal da presença do próprio Deus.

Duas dimensões simbólicas do uso do fogo no altar precisam ser observadas. A primeira dimensão recorda-nos que fogo é luz. O fogo sobre o altar era um ponto de luz num mundo envolto em trevas. Deixar de acender o fogo do altar era entregar o mundo ao domínio das trevas. Lembre-se que cada manhã o sacerdote deveria retirar as cinzas da noite anterior e jogá-las fora. Afinal, fogo não se faz com cinzas. Altar com cinzas é altar que vive do passado! A segunda dimensão simbólica é a função purificadora do fogo. O fogo representa pureza na Bíblia. A presença do fogo sobre o altar ressalta a importância da pureza na vida do cristão. Cada cristão traz a imagem de Jesus em sua própria vida. Todavia, a imagem de Cristo frequentemente é ocultada pela impureza do pecado. O belo hino proclama:

 

Ó tu, chama divina

Todo o meu ser refina

Até que a beleza de Cristo se veja em mim!

 

Seja este hino a nossa súplica hoje. Supliquemos que a cada dia a beleza de Cristo seja vista em nossa vida. Não há outro caminho, senão o caminho da purificação pelo fogo que arde sobre o altar.

O salmista assim diz: “O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha seus filhotes; eu, os teus altares, Senhor dos Exércitos” (Salmo 84.3). Com isto, aprendemos que fomos criados para adorar a Deus, entretanto, estamos divididos entre o altar e o palco. O cristianismo enfrenta o dilema: reencontrar o altar ou optar pelo palco. O palco nos coloca na condição de plateia. O palco reserva-nos o lugar confortável de espectadores. O palco não exige compromisso. No palco pode haver muita luz, mas não há fogo, pode haver muito brilho, mas não há purificação. No palco pode haver muita emoção, mas não há consagração. No palco pode haver performance, mas não há sacrifício.

 

 

 

Rev. Valdinei Aparecido Ferreira

Prof. Da FATIPI

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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